Edição 59 Transformação Digital

E a empresa agora é o laptop

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O laptop talvez já fosse sua principal ferramenta de trabalho, mas de repente se tornou o único ponto de contato entre você e a empresa. E o chiado da panela de pressão substituiu o barulho vindo do chão de fábrica. Durante a reunião online com a equipe se ouve uma criança pedindo colo. Nesse tudo-junto-e-misturado, o home office se tornou a única forma de tocar a vida para muita gente. Trouxe mais autonomia e também responsabilidade para cada membro da equipe.

“A transformação digital que estava em fase de transição em muitas empresas teve de acontecer. Se não havia relação de confiança nas equipes foi preciso desenvolvê-la porque todos agora trabalhamos com base na entrega e resultado, sem gestão de comando e controle”, afirma a diretora da consultoria Great Place to Work (GPTW), Daniela Diniz.

Na fabricante de carrocerias Marcopolo, a transição para o teletrabalho seguiu essa fórmula objetiva: “Os gestores e colaboradores precisaram aprender a distribuir tarefas, acompanhar e fazer entregas a distância. Isso aumentou o nível de confiança e também a maturidade entre os profissionais”, diz o gerente executivo de recursos humanos (RH), Alessandro Ferreira.

Na Mercedes-Benz, a lição aprendida foi dar passos mais curtos: “Tem sido importante dividir as atividades com cada colaborador em blocos menores, com objetivos tangíveis de curto prazo, para a semana, por exemplo”, afirma o diretor de tecnologia da informação (TI), Maurício Mazza. Segundo ele, o resultado é um sentimento de realização que ajuda a atenuar a ansiedade inerente ao período atual.

“Estamos nos orientando com base em três palavras-chave: empatia, confiança e comunicação. Na medida em que nos colocamos no lugar do outro temos mais condições de entender que coisas triviais viraram desafios dentro de casa”, diz.

Para a CNH Industrial, que produz de motores a caminhões, de tratores a máquinas de construção, a motivação durante a quarentena vem de um programa interno que inclui lives com a presidência, rodadas de diálogo com todos os empregados e também um programa de saúde emocional.

“Os funcionários têm feito entregas cada vez melhores e se sentem mais produtivos”, garante a vice-presidente de RH para a América do Sul, Telma Cracco. “Nessa pandemia de Covid-19 fomos colocados diante de um problema complexo e a solução não está na cúpula de uma organização ou em uma pessoa, mas em todos os níveis. Com isso afloram mais colaboração, cooperação, criatividade e inovação”, garante a executiva.


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Migração repentina

Para a gerente de relações humanas & facilities da Continental Pneus, Harumi Nomura, um desafio foi encontrar a melhor estratégia para manter o time envolvido e cuidar mais da comunicação, utilizando imagens sempre que possível.

“Foi uma disrupção abrupta. Em poucos dias nossa operação presencial migrou 100% para o mundo virtual. Mas graças à tecnologia, esforço colaborativo e flexibilidade da equipe, conseguimos levar para o ambiente virtual o mesmo ritmo de trabalho e nível de energia das reuniões presenciais”, diz Harumi.

“Conseguimos manter a operação da companhia de forma remota com todos os projetos rodando como se estivéssemos frente a frente uns com os outros. Alguns gestores que antes não apoiavam o home office hoje entendem que ele é viável. Também ficou claro que é possível economizar com a estrutura de um escritório tradicional, com aluguel, limpeza e segurança”, conclui a executiva da Continental.

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