Artigos Edição 59 Transformação Digital

O que a sua empresa tem a oferecer em uma live?

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Desde o surgimento do homem a comunicação enfrenta fases e períodos de transformação. Algumas mais significativas, como a invenção da prensa no século XV e a popularização da internet no século XX, e outras menos, de movimentos mais alongados, discretos e subjetivos.
Agora, na abertura desta segunda década do século XXI, vivemos mais uma destas fases disruptivas. Temos pela frente algo completamente novo, até então inimaginável e imprevisível. A Covid-19 nos tornou monotemáticos: não há como falar sobre qualquer assunto, seja economia, entretenimento, tecnologia, sociedade e etc. sem citar os impactos causados pela pandemia.

Obviamente esta situação tomou diretamente os departamentos de Comunicação Corporativa e um dos seus principais braços, a assessoria de imprensa. Não só fomos obrigados a nos reinventar como também a fazê-lo em tempo recorde. Uma das consequências imediatas foi um aumento estrondoso da relevância e da credibilidade da imprensa tradicional, jogada para cima por um tsunami de Fake News. As áreas de assessoria de imprensa e de relações públicas, que estabelecem a conexão direta das empresas com os jornalistas, se tornaram ainda mais fundamentais nas estratégias de sobrevivência das companhias.

“Sem o evento presencial, a informação em si, a mensagem a qual se quer transmitir, ganhou uma importância quase exclusiva”

Priscila Fabi
Sócia-diretora | SD&Press Consultoria em Comunicação Corporativa

As redações de jornais, revistas e sites, cada vez mais enxutas, estão trabalhando em demanda extremamente alta – mais ainda do que antes – para levar notícias fundamentais ao público. Por isso o papel das assessorias de imprensa agora é provê-las com informações que contextualizem o momento, transmitidas de forma extremamente clara, concisa e objetiva.

Mesmo com as duas pontas trabalhando em home office, jornalista e assessor, o relacionamento entre eles ficou muito mais intenso. As pautas positivas ganharam notoriedade e as ferramentas de comunicação com a imprensa, como por exemplo o press release, retomaram seu papel de destaque.

Como lançar um carro a distância

E há, no meio disso tudo, espaço para falar de carros? De autopeças? De lançamentos, estratégias, expectativas da indústria automotiva? Sim, há, especialmente quando não deixados de lado a contextualização e a objetividade.

Até agora esta objetividade e contextualização se diluíam durante eventos presenciais, distraídas por lugares produzidos, almoços ou jantares, conversas pessoais, interação social, afagos, brindes etc. O planejamento se concentrava muito no que se convencionou chamar de experiência.

A forma presencial também facilitava, e muito, a demonstração daquele produto no qual foram aplicadas milhares de horas de trabalho e recursos em seu desenvolvimento. O toque e o teste tornavam tudo mais simplista.

Diante do necessário isolamento social estes eventos presenciais foram rapidamente substituídos pelas chamadas lives, a forma mais próxima possível de apresentar um produto ou conceito à imprensa em tempo real e com interação.

De nada adianta, porém, fazer um evento ao vivo na internet para falar do que é importante para a sua empresa apenas porque este é o formato do momento ou como mero substituto de algo presencial. Ele precisa ser estrategicamente pensado. Precisa conter a novidade, a informação e a relevância. Não pode ser uma perda de tempo para o jornalista.

Por isso não basta apenas mudar o formato de um evento presencial para uma live acreditando que com isso tudo está resolvido. A live precisa ser pensada, entendida, estruturada e produzida como tal. Sem isso não haverá a interação pretendida.

Um excelente material de apoio, por exemplo, se fará ainda mais necessário: fotos, vídeos, textos, fichas técnicas, entrevistas etc. precisam ser muito bem produzidos e oferecidos para complementar as informações
transmitidas durante a live.

Sem o evento presencial, a informação em si, a mensagem a qual se quer transmitir, ganhou uma importância quase exclusiva. Não haverá mais espaço para distrações que justifiquem uma informação fraca ou pouco relevante para o jornalista. Esse, sim, acredito que será o caminho para o novo normal.

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